Ming-Na Wen na última temporada e possibilidades de Philinda

 Ming-Na Wen na última temporada e possibilidades de Philinda

Com a última temporada de Agents of SHIELD já no ar, de uma certa maneira, parece o fim de uma era. O canal ABC, foi um dos primeiros a fazer com que o Universo Marvel crescesse na Televisão, fora das histórias contadas nos cinemas, e agora, sete anos depois, chegando ao fim, uma realização agridoce por si só.

Mesmo dentro de somente 13 episódios finais é possível perceber como a série ainda sabe oferecer reviravoltas e surpresas – incluindo o retorno da Agente Melinda May, depois de ser ressuscitada e curada por Enoch, dos ferimentos mortais que sofreu na 6ª temporada. Agora ela pode estar sofrendo consequências, já que parece não possuir emoções.


Achamos que não seria tudo o que estaria reservado para a May, então a equipe do SYFY FANGRRLS conseguiu conversar com a Ming-Na Wen por telefone sobre o que aconteceu até agora, e o que potencialmente está a espera da personagem (como um possível final Philinda?) e o que ela está a espera também.


A personagem da May sempre manteve suas emoções mais escondidas, mas agora ela está em uma posição diferente, sem nenhum tipo de emoção.


Sim. Justo quando eu achava que ela não poderia sentir e mostrar menos, ela faz isso. Como atriz, é bem difícil fazer isso, confie em mim. Quando eles me contaram o que iria acontecer, eu pensei “Vocês vão mesmo nessa direção? Como isso é possível? Como faço para demonstrar menos?”

Qual foi a maior diferença para você sobre como interpretar alguém que internaliza muitos, contra alguém que é completamente sem emoção? Qual foi o maior desafio? Porque parece que foi bem difícil.



Sim, foi bem difícil mesmo. Perguntei ao Joel Stoffer, que interpreta o Enoch, “Quais são algumas dicas para que eu possa desligar as emoções?” Porque até o Enoch possui mais opiniões e emoções do que a May. Eu acho que o mais importante são os olhos dela… então esse foi meu ponto de partida. Porque mesmo quando ela falava, eu não podia fazer sequer alguma expressão. Essa com certeza foi a parte mais difícil.

O episódio 7×03 deve ter sido divertido porque ela pôde fazer um trabalho disfarçado. Teve alguma coisa interessante que você aprendeu sobre história, por mergulhar nesse novo mundo?


Bom, quando eles nos disseram que iríamos fazer viagens no tempo e uma das épocas seria os anos 50, eu fiquei bem animada porque sempre fui muito interessada pela “WASPs”, que significa “Pilotos de serviço da força aérea feminina”. Então eu imediatamente falei com os produtores “Existiam pilotos asiáticas nessa época. Quão legal é isso?” E pra falar a verdade, quando a May entrou na série, ela era conhecida como a piloto, então apareceu muito apropriado. Foi uma ótima maneira de mostrar o fato dessas mulheres eram tão corajosas e nunca receberam os elogios de verdade, naquela época.


Definitivamente estamos vendo muitos programas destacando heróis desconhecidos da história, sobre aspectos que as pessoas podem não estar familiares.


Sim, e todas as contribuições que vários grupos étnicos contribuíram, e nunca foram realmente exibidos nem mencionadas nos livros de história com os quais cresci, com certeza. Então é legal poder fazer isso na minha arte e contar as histórias dessa maneira.

Precisamos perguntar sobre Philinda. Você tem sido uma apoiadora do relacionamento. Sabemos que estamos entrando em contato com essa temporada, mas existe alguma possibilidade disso acontecer com eles?



Bom, acho que um dos maiores aspectos da continuidade de todas as temporadas, e a sinergia com os fãs, é esse desenvolvimento do relacionamento deles. Coulson e May eram apenas mais ou menos supostos bons parceiros, bons soldados entre si, e os fãs realmente queriam que eles se conectassem mais. Então tem sido uma grande sinergia entre os roteiristas e os produtores e nós, fazendo com que isso aconteça.

Acho que qualquer relacionamento dentro da SHIELD tem seus altos e baixos e sempre há momentos em que não são correspondidos. E agora temos um robô assassino e um Chronicom tentando reativar suas emoções. Eu não sei. Nós sempre queremos que eles encontrem amor no final. Mas vamos ver… no momento, acho que ela não está muito aberta a isso (risos).


Clark Gregg e Ming-Na Wen – Episódio 7×06

Olhando para trás na série, o que você acha que é seu maior argumento para continuar a interpretar esse personagem? E quais os aspectos dela que vão ficar com você?


Acho que uma das principais lições que aprendi atuando como May, é que você não precisa se preocupar se as pessoas gostam de você ou com suas opiniões sobre você. Especialmente se forem negativas. Cresci na Ásia, em subúrbios brancos, e mulher como eu, sempre tentei o máximo conseguir aceitação ou sentir com que fizesse parte de um grupo.


Sobre a May, acho que ela é uma pessoa tão confiante em suas habilidades, quem é e o que é, que não precisa de ninguém para lhe dizer quem é.. E acho que essa é uma das minhas sugestões. Não preciso me preocupar tanto com o que as outras pessoas pensam, porque as pessoas que serão gentis e doces e me apoiarão, são as pessoas verdadeiras, os verdadeiros amigos. E para as outras pessoas… apenas dê um soco na cara deles (risos).

O que você está mais esperando para frente?



Meu Deus. São tantas coisas. Com certeza o Baby Yoda. Eu simplesmete adoro ele. Também estou reassistindo Game of Thrones porque meio acabei o que eu tinha de novo para ver. Mas não gostei muito do final da 8ª temporada, estou esperando que quando reassistir, minhas expectativas abaixem um pouco. Pois quero sentir o quão bom foi essa série. Foi uma série tão boa, que merece uma segunda chance.

Fonte Syfy


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